Reflexões arqueológicas sobre a questão da aprendizagem em Paulo Freire: achados enunciativos

Resumo

Este artigo registra uma análise arqueológica do discurso da aprendizagem e de seus usos no dizer pedagógico freireano, baseada nas noções de aprendizagem, de discurso e de enunciado. O texto-fonte foi o livro Professora sim, tia não: cartas a quem ousa ensinar (FREIRE, 1997). A análise encontrou um conjunto de assertivas que informam o enunciado da aprendizagem em Paulo Freire. Três séries enunciativas foram identificadas como constitutivas da tessitura discursiva da aprendizagem em Paulo Freire: o aprender como algo que se realiza naturalmente no cotidiano; o aprender como uma experiência vital de todos os seres vivos; e o aprender como uma questão conexa. Conclui-se que em Paulo Freire a aprendizagem articula a prática educativa e a formação humana como aspectos enunciativamente implicados.

 

Palavras-chave: Aprendizagem; discurso; Paulo Freire.

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Biografia do Autor

Erenildo João Carlos, Universidade Federal da Paraíba - UFPB
Pedagogo; Dr. em Educação; Professor da Graduação e Pós-graduação em Educação da UFPB, lotado no Departamento de Fundamentação da Educação do Centro de educação, Campus I; Líder do Grupo de Estudos e Pesquisas em Educação de Jovens e Adultos – GEPEJA; Editor-chefe da Revista Discurso & Imagem Visual em Educação – RDIVE. E-mail: erenildojc@gmail.com. ORCID: http://orcid.org/0000-0001-7272-2748.
Dafiana do Socorro Soares Vicente-Carlos
Doutora em Educação pelo Programa de Pós-graduação em Educação da UFPB (2019); Mestre (2015) em Ciências das Religiões pelo Programa de Pós-graduação em Ciências das Religiões (PPGCR) da UFPB; Licenciada em Pedagogia (2011), com área de aprofundamento em Educação de Jovens e Adultos, e Especialista em Educação de Jovens e Adultos pela mesma universidade.

Referências

ALCANTARA, M. A. M.; CARLOS, E. J. Análise Arqueológica do Discurso: uma alternativa de investigação na Educação de Jovens e Adultos (EJA). Intersecções: Revista de Estudos sobre Práticas Discursivas e Textuais. Jundiaí/SP, v. 3, n. 5, p.59-73, nov. 2013. Semestral. Disponível em:<http://www.anchieta.br/unianchieta/revistas/interseccoes/pdf/Interseccoes_Ano_6_Numero_3.pdf>. Acesso em: 20 dez. 2019.

CARLOS, Erenildo João. Achados sobre a noção arqueológica do discurso em Foucault. Revista Dialectus. Ano 4, n. 11. ago.-dez. p. 176-191, 2017. Disponível em: http://www.periodicos.ufc.br/dialectus/article/view/31008. Acesso em: 20 dez. 2019.

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FOUCAULT, Michel. A arqueologia do saber. Trad. Luiz Felipe Baeta Neves. 7. ed. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2008.

FREIRE, Paulo. Professora sim, tia não: cartas a quem ousa ensinar. São Paulo: Editora Olho d'Água, 1997.

Publicado
2020-12-30
Como Citar
Carlos, E. J., & Vicente-Carlos, D. do S. S. (2020). Reflexões arqueológicas sobre a questão da aprendizagem em Paulo Freire: achados enunciativos. Horizontes, 38(1), e020056. https://doi.org/10.24933/horizontes.v38i1.1022