Facebook e participação política: o que dizem os jovens do #OcupaAlemão

Autores

  • Ana Paula Silva
  • Wania Gonzales

DOI:

https://doi.org/10.24933/horizontes.v34i1.337

Palavras-chave:

Educação não formal, Facebook, Aprendizagem política.

Resumo

Resumo
O texto propõe uma reflexão sobre o uso do Facebook, como campo de aprendizado e práticas políticas, por uma parcela da juventude do Rio de Janeiro, os participantes do #OcupaAlemão. Este coletivo de jovens cariocas propõe soluções para as demandas da cidade, a partir de suas vivências na comunidade, onde utilizam a rede da Internet, para dar visibilidade às suas produções, além de trocar informações, organizar e mobilizar (novos) sujeitos para ocupar os espaços públicos. Os dados apresentados são resultantes de uma pesquisa, de caráter qualitativo, realizada nos anos de 2013 e 2014. Mediante dois eixos temáticos: tecnologias da informação e da comunicação (TICs) e espaços não formais de ensino é que se procede à análise dos dados levantados no campo, por meio da observação, tanto no campo virtual como nas atividades presenciais, e das entrevistas semiestruturadas com os sete participantes do #OcupaAlemão. A interpretação dos dados foi efetuada à luz de autores que discutem as potencialidades da educação não formal na construção de valores relacionados à cidadania: Gadotti (2005), Libâneo (2007), Trilla e Ghanem (2008) e Gohn (2010) e de pesquisadores que abordam a complexidade do aprendizado em ambientes virtuais tais como: Levy (1999), Castro (2012) e Pretto (2008). Os resultados apontam que existem espaços de interação digital que colaboram para a formação de uma nova cultura política dos jovens internautas, porém, essa formação de um cidadão participativo, dependerá da interação de outras redes sociais offline e online que direcione para este fim. Palavras-Chave: Educação não formal; Facebook; Aprendizagem política.

Facebook and political participation: What the youth of #OcupaAlemão have to say.

Abstract
The text proposes a reflection on the use of Facebook as a learning field and political practices, by part of the youth of Rio de Janeiro, participants of # OcupaAlemão. This collective of young Rio citizens proposes solutions to the demands of the city, from their experiences in the community, where they use the Internet, to give visibility to their productions, as well as exchange information, organize and mobilize (new) subjects to occupy public spaces. The data presented are the result of a qualitative research, conducted in the years 2013 and 2014. In two themes: information and communication technologies (ICTs) and non-formal educational spaces it is analyzed the data collected in the field, through observation, both in the virtual field and in classroom activities, and semi-structured interviews with seven participants # OcupaAlemão. Data interpretation was done in the light of authors who discuss the potential of non-formal education in building citizenship-related values: Gadotti (2005), Libâneo (2007), Trilla and Ghanem (2008) and Gohn (2010) and researchers addressing the complexity of learning in virtual environments such as Levy (1999), Castro (2012) and Pretto (2008). The results show that there are digital interaction spaces that contribute to the formation of a new political culture of young Internet users, however, this formation of a participatory citizen will depend on the interaction of other offline and online social networks point to this end. Keywords: Non-formal education; Facebook; Political learning.

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Biografia do Autor

Ana Paula Silva

Mestre em Educação UERJ/ FEBF. Pesquisadora pela Faculdade Latinoamericana de Ciências Sociais (FLACSO-BRASIL) e consultora de comunicação da Secretaria Nacional de Juventude pela UNESCO.

Wania Gonzales

Doutora em Educação UFRJ. Professora adjunta, colaboradora, do Mestrado em Educação da UERJ/ FEBF e professora adjunta, do corpo permanente, do Programa de Pós graduação da Estácio.

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Publicado

2016-07-26

Como Citar

Silva, A. P., & Gonzales, W. (2016). Facebook e participação política: o que dizem os jovens do #OcupaAlemão. Horizontes, 34(1), 159–172. https://doi.org/10.24933/horizontes.v34i1.337