Docência na educação profissional: um olhar sobre o reconhecimento e validação dos saberes experienciais

Resumo

Neste artigo, problematizam-se questões ligadas à docência na Educação Profissional, conjugadas ao reconhecimento dos saberes experienciais que os sujeitos jovens, adultos e idosos trazem consigo. Efetiva-se pesquisa qualitativa, exploratória e descritiva. Apresenta-se um apanhado bibliográfico dos conceitos de base, e debatem-se perspectivas possíveis do arcabouço teórico-metodológico da Análise de Discurso de Linha Francesa de Michel Pêcheux (1993) para o corpus analítico. Como resultados se destaca que a tensão do reconhecimento e validação dos saberes experienciais apontados nos discursos remonta a memórias impregnadas de historicidade e trabalha a ideologia como materialmente relacionada às práticas docentes, orientando reflexões finais sobre o papel docente.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Rodrigo Ademar Bender, Universidade Estadual do Rio Grande do Sul / UERGS Unidade Litoral Norte
Possui graduação em Ciências Sociais - Sociologia - Bacharelado pela Universidade Luterana do Brasil (2010) / ULBRA, Licenciado pelo PROGRAMA ESPECIAL DE FORMAÇÃO PEDAGÓGICA DE DOCENTES - Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (2014) / UERGS - habilitado nas áreas de Gestão de Pessoas e Planejamento e Políticas Públicas Sociais, Especialista em Psicanálise e Educação - Centro Universitário Ritter dos Reis (2016) / UniRitter. Atuou, durante cinco anos e meio, como professor contratado da Escola Técnica Estadual Parobé / CEREP Parobé. Atualmente é Mestrando em Educação pelo Programa de Pós-Graduação em Educação - PPGED/UERGS - Unidade Osório/RS, linha de pesquisa Linguagens e Artes em Contextos Educacionais, como também, funcionário da Companhia Estadual de Distribuição de Energia Elétrica / CEEE D. Desenvolve estudos na área de Educação e Sociologia com ênfase em discurso pedagógico e docência na educação profissional de jovens, adultos e idosos, e também em estudos culturais, psicanálise e educação, resiliência, alteridade, cidadania e trabalho.
Sita Mara Lopes Sant'Anna, Universidade Estadual do Rio Grande do Sul - UERGS
Profa. Adjunta da Universidade Estadual do Rio Grande do Sul - UERGS e do Programa de Pós-Graduação em Educação - Mestrado Profissional (PPGED/UERGS). Doutora e Mestre em Educação pela Universidade Estadual do Rio Grande do Sul.

Referências

Referências

ACHARD, P. et al. Papel da memória. Tradução e introdução José Horta Nunes. Campinas: Pontes, 1999.

ALCOFORADO, L. M. Reconhecimento , validação e certificação de saberes experienciais: desafios para a formação continuada e as relações de trabalho. Belo Horizonte: Trabalho & Educação, v. 23, n. 3, p. 13-30, set-dez. 2014.

ALTHUSSER, L. Ideologia e Aparelhos Ideológicos do Estado (Notas para uma investigação). Tradução de Joaquim José de Moura Ramos. Lisboa: Editorial Presença/Martins Fontes, 1970.

ARAÚJO, I. S. de. Usos funcionais da escrita na história de vida dos atores da educação de jovens e adultos da Escola Municipal de Bananeiras / Ilha da Maré – Salvador – BA. 2010. 152 f. Dissertação (Mestrado em Educação e Contemporaneidade). Universidade do Estado da Bahia, Salvador.

BRASIL. Lei nº 5.692/1971, de 11 de agosto de 1971, que fixa as diretrizes e bases para o ensino de 1º e 2º graus, e dá outras providências. 1971. Disponível em: < http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L5692.htm>. Acesso em: 30 dez. 2019.

______. Lei nº9.394/1996, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. 2016. Disponível em: < http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9394.htm>. Acesso em: 30 dez. 2019.

______. Lei nº 11.892/2008, de 29 de dezembro de 2008, que institui a Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, cria os Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia, e dá outras providências. 2008. Disponível em: < http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Lei/L11892.htm>. Acesso em: 30 dez. 2019.

______. Lei nº 13.415/2017, de 13 de fevereiro de 2017, que regulamenta o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação, a Consolidação das Leis do Trabalho – CLT, aprovada pelo Decreto-Lei nº 5.452, de 01 de maio de 1943, e o Decreto-Lei nº 236, de 28 de fevereiro de 1967; revoga a Lei nº 11.161, de 05 de agosto de 2005; e institui a Política de Fomento à Implementação de escolas de Ensino Médio em Tempo Integral. 2017. Disponível em: < http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm>. Acesso em: 30 dez. 2019.

______. Portaria nº 870, de 16 de julho de 2008. Disponível em: < http://www.educacao.pr.gov.br/arquivos/File/portarias/portaria8702008.pdf>. Acesso em: 30 dez. 2019.

______. Resolução nº 3, de 09 de julho de 2008. Dispõe sobre a instituição e implantação do catálogo Nacional de Cursos Técnicos de Nível Médio. 2008. Disponível em: < http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_docman&view=download&alias=10940-rceb003-08&Itemid=30192>. Acesso em: 30 dez. 2019.

FERRETI, C.J. Educação profissional. In: OLIVEIRA, D.A.; DUARTE, A.M.C.; VIEIRA, L.M.F. Dicionário: trabalho, profissão e condição docente. Belo Horizonte: UFMG/Faculdade de Educação, 2010.

FISCHER, M. C. B. e FRANZOI, N. L. Formação humana e educação profissional: diálogos possíveis. Educação Sociedade e Cultura, Edições Afrontamento Ltda, n.29, p.35-51, 2009.

FLICK, U. Introdução à metodologia de pesquisa: um guia para iniciantes. Trad. Magda Lopes. Porto Alegre: Penso, 2013.

FREIRE, P. Pedagogia do oprimido. São Paulo: Paz e Terra, 1986.

________. Pedagogia da autonomia. São Paulo: Paz e Terra, 1997.

________. Pedagogia da esperança. Um reencontro com a pedagogia do oprimido. São Paulo: Unesp, 2000a.

GADET, F. Por uma análise automática do discurso: uma introdução à obra de Michel Pêcheux. Campinas: Editora da Unicamp, 1993.

LAFFIN, M. H. F. Educação de jovens e adultos, diversidade e o mundo do trabalho. Ijuí: Unijuí, 2012.

________. A constituição da docência entre professores de escolarização inicial de jovens e adultos. Ijuí: Unijuí, 2013.

JUNIOR, W. P.da M.; MAUÉS, O. C. O Banco Mundial e as Políticas Educacionais Brasileiras. Porto Alegre: Educação & Realidade, v. 39, n.4, p. 1137-1152, out-dez. 2014.

MINAYO, M. C. S. (org.) DESLANDES, S.F., NETO, O.C., GOMES, C. Pesquisa Social: teoria, método e criatividade. Petrópolis: Vozes, 1994, 21ª edição.

NEVES, M. H. de M. Gramática de usos do português. 2 ed. São Paulo: Unesp, 2011.

OLIVEIRA, R. S. A docência na educação profissional e tecnológica: formação, saberes e experiências. Plurais Revista Multidiplinar. v. 1, n. 3, 2016. Disponível em: <https://www.revistas.uneb.br/index.php/plurais/article/view/3059/1992>.Acesso em: 22 ago. 2018.

ORLANDI, E. P. A Linguagem e seu Funcionamento: As formas do discurso. São Paulo: Brasiliense, 1983.

_________. Análise de discurso: Princípios e Procedimentos. 8 ed. Campinas: Pontes, 2009.

_________. Discurso e leitura. 8 ed. São Paulo: Cortez, 2008.

PÊCHEUX, M. O discurso: estrutura ou acontecimento. Trad. Eni Pulcinelli Orlandi. 4 ed. Campinas: Pontes, 2006.

_________. Análise automática do discurso (AAD). In: GADET, Françoise; HAK, Tony. Trad. Bethania S. Mariani et al. Por uma análise automática do discurso: uma introdução à obra de Michel Pêcheux. Campinas: Unicamp, 1993.

PIOVEZANI, C.; SARGENTINI, V. (org.). Legados de Michel Pêcheux: inéditos em análise do discurso. São Paulo: Contexto, 2017.

PIRES, A.L.O. Reconhecimento e validação das aprendizagens experienciais. Uma problemática educativa. Sísifo. Revista de Ciências da Educação. n.2, p. 5-20, jan-abr. 2007. Disponível em<http://sisifo.fpce.ul.pt>. Acesso em 07 jan. 2020.

RIBEIRO, A. de F. Modelos de produção. Taylorismo, fordismo e toyotismo. Lutas Sociais [S.I.], V.19, N.35, P. 65-79, Dez. 2015. Disponível em: <https://revistas.pucsp.br/ls/article/view/26678>. Acesso em: 03 fev. 2020.

ROSA, Caroline. SANT’ ANNA, Sita Mara Lopes. Stramare, Odilon Antônio. Sentidos de qualidade: vozes de professores e estudantes egressos da EJA no ensino superior. Revista de Educação Pública. v. 28, n. 67, p.15/37, Jan.-Abr.2019.

SANT’ANA, V. L.A. Práticas discursivas delimitadoras de conteúdos: estudo de ementas da formação profissional de professor de línguas. Revista Letras de Hoje, Porto Alegre, v.49, n.3, p. 317-325, jul.-set. 2014. Disponível em: < http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/fale/article/view/19109>. Acesso em: 23 dez. 2019.

SANTOS, S. V. Seminário Especial: Diálogos Freireanos na Educação de Jovens, Adultos e Idosos, 2019, Porto Alegre. Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS, Faculdade de Educação, Programa de Pós-Graduação em Educação. Disponível em: <https://www.ufrgs.br/ppgedu/wpcontent/uploads/2017/.../Simone_Valdete_SE.pdf >. Acesso em: 01 jul. 2019.

SCHWARTZ, Y. R. A experiência é formadora? Trad. Daisy Moreira Cunha e revisão da tradução de Gilberto Iele. Revista Educação e Realidade, v. 35, n. 1, p. 35-48, 2009. Disponível em: < https://seer.ufrgs.br/educacaoerealidade/article/view/11030>. Acesso em: 22 dez. 2019.

Publicado
2020-12-30
Como Citar
Bender, R. A., & Sant’Anna, S. M. L. (2020). Docência na educação profissional: um olhar sobre o reconhecimento e validação dos saberes experienciais. Horizontes, 38(1), e020061. https://doi.org/10.24933/horizontes.v38i1.973
Seção
Seção temática: Formação, docência e práticas na educação de pessoas adultas