O inglês como meio de instrução nas representações de alunos de um programa de pós-graduação em ciências biológicas

Resumo

O artigo reflete sobre o uso do inglês como língua de instrução a partir das representações de 12 alunos de um curso de pós-graduação em Ciências Biológicas matriculados numa disciplina de escrita acadêmica em inglês ministrada em 2019-2. O estudo é de cunho misto e os dados foram coletados via questionário com escala Likert. A análise sugere que o EMI é representado como possibilidade de melhoria do inglês e do letramento acadêmico e que a falta de proficiência pode comprometer a participação/o desempenho dos alunos em cursos EMI. As representações do inglês estão ligadas à sua naturalização como língua acadêmica/da internacionalização sugerindo a necessidade de pensar no uso crítico do inglês em geral e em cursos EMI em particular.

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Biografia do Autor

Michele Salles El Kadri, Universidade Estadual de Londrina
Professora Adjunta da Universidade Estadual de Londrina. Pós-Doutora em Linguística Aplicada pela UNicamp e Pós dourado em Educação pela UFES (em andamento). Doutora em Estudos da Linguagem (UEL) com estágio de doutorado-sandwich na Griffith University, Australia, sob a supervisão do Prof. Dr. Wolff-Michael Roth. Mestre em Estudos da LInguagem e Especialista em língua inglesa pela mesma universidade.Membro do GT de Linguagens e Tecnologias da Anpoll e professora no Programa de Pós Graduação em Educação da UEL e Coordenadora do Mestrado Profissional em Letras Estrangeiras Modernas da UEL. Bolsista Produtividade da Fundação ARaucária. Foi coordenadora do Colegiado de Letras Estrangeiras Modernas, Presidente do FOPE (Forum Permanente das Licenciaturas) da UEL e coordenadora Pedagógica da COPS-UEL. Desenvolve pesquisa sobre aprendizagens/transformações docentes em contexto escolar pelo viés da perspectiva sócio-histórico-cultural e dos referenciais de análise crítica da linguagem. Tem interesse em estudos que investiguem a aprendizagem de professores em contexto escolar com foco nas transformações nas relações interpessoais (modos de agir), nas práticas discursivas (modos de representar) e nas identificações (modos de ser). Também tem interesse nas formas como a escola, a comunidade e o conhecimento são representados e (re)ssignificados de acordo com as práticas experenciadas em contexto de estágio e iniciação a docência. Sua pesquisa também foca na aprendizagem de alunos, professores e comunidade no contexto de escolas e universidades mediados por diversos artefatos (tecnológicos, humanos, institucionais) quanto em contextos de ambientes informais, como por exemplo, as redes sociais. A interface entre linguagens e tecnologias digitais,o papel do inglês no cenário atual e práticas democráticas de aprendizagem (deliberação, co-teaching e diálogo cogerativo, comunidades de prática) também permeiam suas práticas. Tem experiência na área de ensino de línguas estrangeiras, atuando principalmente na formação de professores em relação ao aprendizado em contexto escolar. Atualmente, interessa-se por pesquisas na área de formação do professor pela perspectiva socio-histórico-cultural (principalmente coteaching e diálogo-cogenerativo), análise crítica do discurso, novas tecnologias, formação de professores no âmbito das políticas públicas (PIBID, PDE, Novos Talentos, Prodocência) e implicações do estatuto do inglês como língua franca para a formação de professores. Tem vários artigos, livros e capítulos publicados em cenário nacional e internacional.
Kyria Rebeca Finardi, Universidade Federal do Espirito Santo
Bolsista de produtividade Cnpq. Possui graduação em letras inglês pela Universidade Federal de Santa Catarina (2008), graduação em Direito pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (1993), mestrado em Letras (Inglês e Literatura Correspondente) pela Universidade Federal de Santa Catarina (2004) com bolsa da CAPES e doutorado em Letras (Inglês e Literatura Correspondente) pela Universidade Federal de Santa Catarina (2009) com bolsa do CNPQ e CAPES- PDEE para o doutorado sanduíche na Universidade de Pittsburgh, Estados Unidos. Fez pós doutorado na Faculdade de Letras (Departamento Inglês) da Universidade de Genebra em 2015 com bolsa da Capes tendo o projeto sido aceito também pelo CNPq e reconhecido com bolsa de excelência da Universidade de Genebra. Professora efetiva da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) no Departamento de Linguagens, Cultura e Educação do Centro de Educação e membro permanente dos Programas de Pós Graduação em Linguística na linha de Linguística Aplicada (PPGEL) e em Educação na Linha de Educação e Linguagens (PPGE). Coordenadora e representante da UFES no Programa Idiomas sem Fronteiras. Ex- Presidente da Associação Brasileira de Estudos de Hipertexto e Tecnologias Educacionais (2012-2013) e ex-Presidente da Associação Brasileira de Linguística Aplicada (ALAB) no biênio 2018-2019. Membro do GT da Anpoll de Linguagem e Tecnologia e do GT da Faubai de Políticas Linguísticas. Coordenadora e vice-coordenadora do Núcleo de Estudo e Pesquisa de Hipertexto e Tecnologia Educacional (NEPEHTE) e do Núcleo de Relações Internacionais (NERI) da UFES. Líder dos grupos de pesquisa (CNPQ) de Tecnologia e Educação e de Inglês e Internacionalização e membro do grupo interinstitucional de pesquisa de Linguagem, Cognição e Tecnologia (CNPQ). Participou do Projeto Nacional do Livro Didático para Línguas Estrangeiras no edital 2014. Tem experiência na área de Linguística Aplicada e Educação, com ênfase em educação de língua estrangeira, atuando principalmente nos seguintes temas: internacionalização institucional, formação de professores de línguas, construção de cidadania por meio da língua, tecnologia e L2, memória de trabalho e aquisição de L2, abordagens híbridas e críticas de ensino de L2, metodologia de ensino de conteúdos diversos por meio da língua (CLIL) e políticas linguísticas. Projeto de pós doutorado sobre o papel das línguas adicionais e o processo de internacionalização do ensino superior aprovado pelo CNPQ e Capes e reconhecido com bolsa de excelência da Universidade de Genebra. Membro consultora da Câmara de Assessoramento da Fapes na área de Linguística, Letras e Artes.
Reninni Taquini, Universidade Federal do Espirito Santo
Possui graduação em Letras Inglês pela Universidade Federal do Espírito Santo(2017). Atualmente é Instrutor de idiomas da Cultural Norte Americano. Tem experiência na área de Educação. Mestrando no PPGE da UFES. 

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Publicado
2021-03-02
Como Citar
El Kadri, M. S., Finardi, K. R., & Taquini, R. (2021). O inglês como meio de instrução nas representações de alunos de um programa de pós-graduação em ciências biológicas. Horizontes, 39(1), e021008. Recuperado de https://revistahorizontes.usf.edu.br/horizontes/article/view/1097