Ciência, paradigmas científicos e inter/transdisciplinaridade: implicações pedagógicas

Resumo

Este ensaio discute a criação da linguagem do poder, do conhecimento, que está na base de toda política moderna. Para tanto, reflete-se sobre o percurso das Ciências e dos paradigmas científicos, desde a época em que se concebia a mente humana acima do campo terrestre para contemplá-lo do alto, de algum ponto do universo (Ciência Moderna) até as teorias mais recentes sobre o mundo dos sentidos (Ciências Sociais). O procedimento metodológico adotado tem como base a pesquisa bibliográfica. Espera-se que os resultados do trabalho possam trazer subsídios para o debate sobre o modo como os movimentos inter/transdisciplinares afetam as sociedades do conhecimento, em todos os seus níveis e esferas, especialmente no âmbito educacional, impulsionando o aprendizado, o amadurecimento, os avanços e as novas descobertas nas diferentes áreas do conhecimento.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Metrics

Carregando Métricas ...

Biografia do Autor

Fábio Nascimento Sandes, Universidade Federal do Tocantins

Professor do Curso de Letras - Língua Inglesa e Literaturas de Língua Inglesa da Universidade Federal do Tocantins (UFT), campus de Porto Nacional. Licenciado em Letras Modernas (2012) pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia e mestre em Letras: Cultura, Educação e Linguagens (2015) pela mesma Universidade. Doutorando em Letras pelo Programa de Pós-graduação em Letras: ensino de Língua e Literatura da UFT, campus de Araguaína. É pesquisador no grupo de pesquisa "Projeto Nacional de Letramentos: Linguagem, Cultura, Educação e Tecnologia", coordenado pelos professores Walkyria Monte Mór e Lynn Mario Menezes de Souza, do Departamento de Letras Modernas da FFLCH, da Universidade de São Paulo (USP/CNPq). Possui especial interesse pelas seguintes temáticas: ensino e aprendizagem de línguas, novos letramentos, role-playing games, avaliação da aprendizagem escolar em Língua inglesa, Linguística Aplicada, Inglês como Lingua Franca (ILF), Internacionalização. Trabalhou como professor do Ensino Básico, Técnico e Tecnológico (EBTT) do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia, Campus Vitória da Conquista (IFBA), atuando com as disciplinas de Inglês e Inglês técnico-instrumental nos níveis médio, técnico e superior (2015-2016). Foi coordenador do Programa de Apoio ao Discente Ingressante (PADI), área de Lingua Inglesa do Setor de Programas Especiais/PROGRAD-UFT (2017-2018) e do Centro de Estudos Continuados em Letras, Linguística e Artes (CECLLA), vinculado ao curso de Letras da UFT (2017-2019) e coordenador do programa Idiomas sem Fronteiras da UFT, designado pela portaria de 22 de fevereiro de 2018.

Cícero da Silva, Universidade Federal do Tocantins

Doutor e Mestre em Letras: Ensino de Língua e Literatura pela Universidade Federal do Tocantins (UFT). Graduado em Letras com habilitação em Português-Inglês e respectivas literaturas pela Universidade Estadual do Tocantins (UNITINS). Professor Adjunto da Universidade Federal do Tocantins, atuando no Programa de Pós-graduação em Letras: Ensino de Língua e Literatura, Campus de Araguaína e no curso de Licenciatura em Educação do Campo: Códigos e Linguagens - Artes e Música, campus de Tocantinópolis. Editor assistente da Revista Brasileira de Educação do Campo, Editor administrativo da Revista EntreLetras e líder do Grupo de Estudos e Pesquisas em Educação do Campo (Gepec/CNPq). Tem experiência na área de Linguística Aplicada e Educação do Campo, atuando principalmente nos seguintes temas: ensino de língua portuguesa, gêneros do discurso, material didático, letramento, práticas pedagógicas em Educação do Campo / Pedagogia da Alternância. É membro da Associação Brasileira de Linguística (ABRALIN) e da Red de Investigación de Educación Rural (RIER), Méxixo.

Referências

ARENDT, H. A conquista do espaço e a estatura humana. In: ARENDT, H. Entre o passado e o futuro. 6. ed. São Paulo: Perspectiva, 2009, p.326-344.

BIESTA, G. Cultivating humanity or educating the human? Two options for education in the knowledge age. Asia Pacific Education Review, n.15, p.13-19, 2014.

BULFINCH, T. O livro de ouro da mitologia: (a idade da fábula): histórias de deuses e heróis. Trad. David J. Júnior, 26. ed. Rio de Janeiro, 2002.

CHALMERS, A. Indutivismo: ciência como conhecimento derivado dos dados da experiência. In: CHALMERS, A. O que é ciência afinal? Trad. Raul Filker, São Paulo: Editora Brasiliense, 1993, p.17-28.

CHASSOT, A. Alfabetização científica: uma possibilidade para a inclusão social. Revista Brasileira de Educação, Rio de Janeiro, n.22, p.89-100, 2003.

DUBOC, A. P.M. Atitude decolonial na universidade e na escola: por uma educação outra. In: MASTRELLA-DE-ANDRADE, M. R. (org.). Decolonialidades na relação escola-universidade para a formação de professoras(es) de Línguas. Campinas: Pontes Editores, 2020. p.151-177.

FABRÍCIO, B. F. Linguística aplicada como espaço de “desaprendizagem”: redescrições em curso. In: MOITA LOPES, L. P.(org.). Por uma linguística aplicada indisciplinar. São Paulo: Parábola Editora, 2006. p.45-65.

FAZENDA, I. C. A. Interdisciplinaridade-transdisciplinaridade: visões culturais e epistemológicas. In: FAZENDA, I. C. A. (org.). O que é interdisciplinaridade? São Paulo: Cortez, 2008, p.17-27.

FRANCELIN, M. M. Ciência, senso comum e revoluções científicas: ressonâncias e paradoxos. Ciência da Informação, Brasília, v.33, n.3, p.26-34, set./dez. 2004.

LATOUR, B. Jamais fomos modernos. Rio de Janeiro: Editora 34, 1994.

MALDONADO-TORRES, N. Sobre la colonialidad del ser: contribuciones al desarrollo de un concepto. In: CASTRO-GÓMEZ, S., GROSFOGUEL, R. (eds.). El giro descolonial: reflexiones para una diversidad epistémica más allá del capitalismo global. Bogotá: Siglo del Hombre Editores; Universidad Central, Instituto de Estudios Sociales Contemporáneos y Pontificia Universidad Javeriana, Instituto Pensar, 2007, p.127-167.

MIGNOLO. W. Coronavirus: el estado y los signos de un cambio de época. Lavaca. Buenos Aires, p.1-22, jun. 2020. Disponível em: https://www.lavaca.org/notas/coronavirus-y-pensamiento-decolonial-educacion-estado-y-democracia-por-walter-mignolo/. Acesso em: 18 out. 2020.

MOITA LOPES, L. P. Linguística aplicada e vida contemporânea: problematização dos construtos que têm orientado a pesquisa. In: MOITA LOPES, L. P.(org.). Por uma linguística aplicada indisciplinar. São Paulo: Parábola Editorial, 2006. p.85-107.

RAJAGOPALAN, K. Language in our postmodern times and the pressing need to find novel ways of conceptualizing it. In: HAßLER, G. (ed.). Metasprachliche reflexion und diskontinuität: wendepunkte – krisenzeiten – umbrüche. Münster: NodusPublikationen, 2015, p.296- 307.

SANTOS, B. S. Um discurso sobre as ciências. 7. ed. Porto: B. Sousa Santos; Edições Afrontamento, 1987.

SILVA, W. R. Construção da interdisciplinaridade no espaço complexo de ensino e pesquisa. Cadernos de Pesquisa, São Paulo, v.41, n.143, p.582-605, 2011.

Publicado
2021-11-22
Como Citar
Nascimento Sandes, F., & da Silva, C. (2021). Ciência, paradigmas científicos e inter/transdisciplinaridade: implicações pedagógicas. Horizontes, 39(1), e021060. https://doi.org/10.24933/horizontes.v39i1.1134