Os gêneros orais na penúltima versão da Base Nacional Comum Curricular: implicações para o ensino

Autores

  • Ana Elisa Jacob Universidade São Francisco
  • Kátia Diolina Universidade São Francisco
  • Luzia Bueno Universidade São Francisco

DOI:

https://doi.org/10.24933/horizontes.v36i1.585

Resumo

Este artigo objetiva discutir os conteúdos configurados na penúltima versão da Base Nacional Comum Curricular de 2017, particularmente, aqueles referentes ao trabalho proposto com os gêneros orais no ensino de Língua Portuguesa nos anos finais do Ensino Fundamental. Para tanto, assumimos o quadro teórico-metodológico do Interacionismo Sociodiscursivo e da Didática das Línguas Genebrina, bem como os referenciais da Clínica da Atividade sobre a atividade de trabalho, os estudos do grupo ERGAPE sobre o trabalho docente e a perspectiva freireana do currículo como instrumento de ação política e pedagógica. Os resultados apontam para a falta da participação do professor atuante na elaboração da mesma, bem como para a ausência de diretrizes que privilegiem o diálogo, a criticidade, a interação social do aluno por meio do ensino dos gêneros orais. 

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Biografia do Autor

Ana Elisa Jacob, Universidade São Francisco

Doutoranda em Educação, linguagens e processos interativos pela Universidade São Francisco – Itatiba/SP (bolsista Capes). Mestre em Linguística Aplicada e Estudos da Linguagem pela PUC-SP (bolsista CNPq). Membro dos grupos ALTER-LEGE-USF/CNPq e ALTER-Age/USP. Desenvolve pesquisas relacionadas ao ensino-aprendizado de gêneros textuais sob as óticas do Interacionismo Sociodiscursivo e dos Letramentos Sociais.

Kátia Diolina, Universidade São Francisco

Pós-­doutoranda (CAPES-PNPD) na Universidade São Francisco em Educação. Doutora e mestre (CNPq) pelo Programa de pós-graduação em Linguística Aplicada e Estudos da Linguagem na PUC-São Paulo. Pesquisadora contemplada pelo Programa Institucional de Doutorado Sanduíche no Exterior (CAPES-PDSE) no Conservatorie National des Arts et Métier – Paris. Desenvolve pesquisas no âmbito da formação inicial e continuada conforme os pressupostos da Clínica da Atividade (CLOT, 2010) e da Ergonomia francesa (FAÏTA, 2017), bem como estuda e atua no processo de ensino e aprendizagem dos gêneros textuais (DOLZ; SCHENEUWLY, 2010) em prol dos multiletramentos (KLEIMAN, 2015; STREET, 2010)..

Luzia Bueno, Universidade São Francisco

Professora do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Educação da Universidade São Francisco – Itatiba/ SP. Realizou Pós-doutorado no IEL, Unicamp, sob supervisão de Angela Kleiman. Graduada em Letras e Ciências Sociais pela Unicamp. Mestre em Linguística Aplicada pela UNICAMP. Doutora em Linguística Aplicada e Estudos da Linguagem pela PUC-SP. Realizou estágio doutoral na Universidade de Genebra sob supervisão de J.-P. Bronckart. Líder do grupo ALTER-LEGE-USF/CNPq e vice-líder do Grupo ALTER-Age/USP.

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Publicado

2018-04-30

Como Citar

Jacob, A. E., Diolina, K., & Bueno, L. (2018). Os gêneros orais na penúltima versão da Base Nacional Comum Curricular: implicações para o ensino. Horizontes, 36(1), 85–104. https://doi.org/10.24933/horizontes.v36i1.585