Educação para os dissidentes. Há alternativas?

Autores

DOI:

https://doi.org/10.24933/horizontes.v37i0.682

Resumo

Este artigo reflete sobre a inépcia do sistema de ensino em responder a demanda por novas práticas pedagógicas e revisão de conteúdos curriculares. Como um mecanismo que reforça a ideia de fracasso dos diferentes e despolitiza a inadaptabilidade dos excluídos à colonialidade do saber, desconsidera sistematicamente os motivos da evasão escolar ressaltados pelos que estão fora da escola e pelos debates acadêmicos, revelando- se estratégica, tal como uma arquitetura de reprodução de poder neoliberal, que impede que novas práticas pedagógicas viabilizem uma produção de conhecimento, não para o outro – mercado, mas para si e em favor da autonomia e cidadania.

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Biografia do Autor

Cláudia Valéria Fonseca da Costa Santamarina, Universidade Federal do Rio de Janeiro

Doutora em Psicossociologia de Comunidades e Ecologia Social com mestrado em Psicologia das Práticas Socioculturais e graduada em Psicologia, atualmente se dedica a pesquisa sobre educação, minorias étnico-raciais e racismo institucional e epistêmico, com foco em comunidades ciganas nômades.

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Publicado

2019-12-28

Como Citar

Santamarina, C. V. F. da C. (2019). Educação para os dissidentes. Há alternativas?. Horizontes, 37, e019053. https://doi.org/10.24933/horizontes.v37i0.682