Letramento com o gênero discursivo fábula
a Língua Brasileira de Sinais na concepção dialógica de linguagem
DOI:
https://doi.org/10.24933/horizontes.v43i1.2007Palavras-chave:
Dialogismo, Libras, FábulaResumo
O texto objetiva analisar a Língua Brasileira de Sinais (Libras) no viés da dimensão axiológica de linguagem. Analisa-se a fábula O lobo e o Cordeiro, adaptada por Ruth Rocha (2010) da obra original de Esopo. Como pressuposto norteador, fundamenta-se no Dialogismo (Círculo de Bakhtin). As análises constituem-se por meio da tradução do texto em Libras, cuja exotopia foi o recurso adotado a fim de pontuar as diversas produções de sentido que se estabelecem em um enunciado concreto. Embora o trabalho com imagem ajude a ampliar a percepção dos surdos sobre os aspectos subentendidos no texto, neste estudo analisa-se apenas o discurso por meio do qual se trabalharam: i) os aspectos gestuais e visuais da Libras; ii) os aspectos axiológicos; iii) a abordagem das classes gramaticais (verbo, adjetivo e advérbios); e iv) a intertextualidade e o interdiscurso.
Downloads
Referências
ALMEIDA; M. P. de; ALMEIDA, M. E. Tópicos linguísticos: sintaxe na Libras. Revista Philologus, Rio de Janeiro, v. 19, n° 55, pp. 626-634, jan./abr. 2013. Disponível em: http://www.filologia.org.br/revista/55supl/051.pdf. Acesso em: 12 de jan. 2024.
ARAÚJO, M. do S. O.; CARVALHO, M. M. O desafio da tradução entre língua portuguesa e libras diante do fenômeno da sinonímia. Cad. Trad., Florianópolis, v. 37, nº 2, p. 208-228, mai-ago 2017. DOI: https://doi.org/10.5007/2175-7968.2017v37n2p208. Disponível em: https://periodicos.ufsc.br/index.php/traducao/article/view/2175-7968.2017v37n2p208/34075. Acesso em: 12 de abr. 2024.
ASSIS, C. de. Gestos, cognição e surdez: a importância dos gestos espontâneos para os usuários de Libras. 19º Encontro Brasileiro de Estudantes de Pós-Graduação em Educação Matemática (EBRAPEM). Juiz de fora, 2015. Anais [...]. Juiz de Fora, 30 de outubro a 3 de novembro de 2015. Disponível em: https://www.ufjf.br/ebrapem2015/files/2015/10/gd13_claudio_assis.pdf. Acesso em: 17 de mar. 2024. p. 1-11.
BAKHTIN, M. M. Estética da criação verbal. Tradução do francês: Maria Emsantina Galvão G. Pereira, revisão da tradução Marina Appenzellerl. 2’ ed., São Paulo: Martins Fontes, 1997.
BAKHTIN, M. M. Para uma filosofia do ato responsável. São Carlos: Pedro & João Editores, 2010.
BAKHTIN, M; VOLÓCHINOV, V. Marxismo e filosofia da linguagem. Problemas fundamentais do método sociológico na ciência da linguagem. Tradução de Michel Lahud e Yara Frateschi Vieira. 12ª ed., São Paulo: Editora HUCITEC, 2006.
BIDARRA, J.; MARTINS, T. A. O problema da ambiguidade lexical para a interpretação envolvendo a língua portuguesa e Libras. 2º Simpósio Internacional de Ensino da Língua Portuguesa – SIELP, v. 2, n. 1, 2012, Uberlândia. Anais [...]. EDUFU, Uberlândia, 2012. Disponível em: http://www.ileel.ufu.br/anaisdosielp/wp-content/uploads/2014/07/volume_2_artigo_154.pdf. Acesso em: 15 de jun de 2024.
CABRAL, M. A palavra e o objeto. Cadernos Paulo Freire 10. Fortaleza: Secretaria da Cultura do Estado do Ceará/ Museu do Ceará, 2006.
FARACO, C. A. Pesquisa aplicada em linguagem: alguns desafios para o novo milênio. D.E.L.T.A., São Paulo, v.17, Especial, pp. 1-9, 2001. DOI: https://doi.org/10.1590/S0102-44502001000300001. Disponível em: https://www.scielo.br/j/delta/a/SrCrcmBNyJC8ZF9BSNrLTWP/?lang=pt&format=pdf. Acesso em: 04 de mar. 2024.
FARIA-DO-NASCIMENTO, S. P. de. Representações Lexicais da Língua de Sinais Brasileira: uma proposta lexicográfica. Tese (Doutorado em Linguística) Programa de Pós-Graduação em Linguística. Universidade de Brasília: UnB, 2009. Disponível em: https://repositorio.unb.br/handle/10482/6547. Acesso em: 28 de mar. 2024.
FELIPE, T. A. O discurso verbo-visual na língua brasileira de sinais – Libras. Bakhtiniana, São Paulo, v. 8, n. 2, pp. 67-89, Jul./Dez. 2013. DOI: https://doi.org/10.1590/S2176-45732013000200005. Disponível em: https://www.scielo.br/j/bak/a/MJ378DGggYhnmTfCFzh6VRy/?format=pdf&lang=pt. Acesso em: 06 de jun. 2024.
FELLINI, Dinéia Ghizzo Neto. A Língua Brasileira de Sinais sob as Perspectivas da Teoria Histórico-Cultural e do Dialogismo. Tese (Doutorado em Educação) Programa de Pós-Graduação em Educação. Universidade Estadual de Maringá, 2022. 259f. Disponível em: http://old.ppe.uem.br/teses/2022/2022%20-%20DINEIA%20GHIZZO%20NETO%20FELLINI.pdf. Acesso em: 10 de jun. 2024.
FERREIRA-BRITO, L. Por uma gramática de Língua de Sinais. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 2010.
FINAU, R. A.; MAZZUCHETTI, V. A incorporação de numeral em estruturas classificadoras de língua brasileira de sinais. ReVEL, v. 13, n. 24, pp. 67-86, 2015. Disponível em: http://revel.inf.br/files/13e0a7830cf5d13dc8944a087c967423.pdf. Acesso em: 23 de jun. de 2024.
FREITAS, A. F. R. de. Palavra: signo ideológico. Universidade Federal de Alagoas Maceió, 1999. pp. 1-15. Disponível em: http://www.bocc.ubi.pt/pag/freitas-antonio-palavra-signo.pdf. Acesso em: 14 de mar. 2024.
LEONTIEV, A. N. O desenvolvimento do psiquismo. 2ª ed. São Paulo: Centauro, 2004.
LESSA-DE-OLIVEIRA, A. S. C. Diferenças entre a modalidade falada tridimensional e a modalidade escrita linear: uma questão sobre tradução para língua de sinais. 3º Congresso Nacional de Pesquisas em Tradução e Interpretação de Libras e Língua Portuguesa, Florianópolis, 2012. Anais [...]. Disponível em: https://www.congressotils.com.br/anais/anais/tils2012_traducao_escrita_lessadeoliveira.pdf. Acesso em; 19 de abr. 2024.
LURIA, A. R. Curso de psicologia geral. 2ª ed., Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1991, Vol. IV.
MORAES, L. V. A. C. A gramática da Língua Brasileira de Sinais: aspectos sintáticos. Dissertação (Mestrado em Teoria e Análise Linguística) Programa de Pós-Graduação em Letras. Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2013. Disponível em: https://lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/88341/000909108.pdf?sequence=1&isAllowed=y. Acesso em: 18 de jun. 2024.
PORTELLA, Oswaldo O. A fábula. Letras, Curitiba, v. 32, pp. 119-138, 1983. DOI: https://doi.org/10.5380/rel.v32i0.19338. Disponível em: https://revistas.ufpr.br/letras/article/view/19338. Acesso em: 29 de mai. 2022.
QUADROS, R. M. de; KARNOPP, L. Língua de sinais brasileira: estudos linguísticos. Artmed: Porto Alegre, 2004.
QUADROS, R. M. de; PIZZIO, A. L.; REZENDE, P. L. F. Língua Brasileira de Sinais II. Licenciatura em Letras/Libras na Modalidade a Distância, Florianópolis, 2008. Disponível em: https://www.libras.ufsc.br/colecaoLetrasLibras/eixoFormacaoEspecifica/linguaBrasileiraDeSinaisII/assets/482/Lingua_de_Sinais_II_para_publicacao.pdf. Acesso em: 11 de abr. 2024.
RECHDAN, M. L. A. Dialogismo ou Polifonia? Revista de Ciências Humanas, Taubaté, v. 9, n.1, p. 45-54, 2003. Disponível em: https://www.ufrgs.br/soft-livre-edu/polifonia/files/2009/11/dialogismo-N1-2003.pdf. Acesso em: 25 de jun. 2024.
RIBEIRO, M. L. M.; SANTOS, M. A. M. dos. “O Lobo e o Cordeiro” e “A Raposa e as uvas”: uma leitura comparada – Fedro, Esopo, La Fontaine, Monteiro Lobato e Millôr Fernandes. Cadernos do CNLF, Vol. 17, nº 10, Rio de Janeiro, 2014. Anais [...]. Universidade Estácio de Sá. Cadernos de Línguas Clássicas, Textos Clássicos, Línguas Estrangeiras e Tradução, 25 a 29 de agosto de 2014. Disponível em: http://www.filologia.org.br/xviii_cnlf/completo/O%20lobo%20e%20o%20cordeiro%20e%20-%20M%C3%81RCIO.pdf. Acesso em: 28 de mai. 2024.
ROCHA, R. Fábulas de Esopo. São Paulo: Editora Salamandra, 2010.
SANTANA, A. P.; GUARINELLO, A. C.; BERBERIAN, A. P.; MASSI, G. O estatuto simbólico dos gestos no contexto da surdez. Psicologia em Estudo, Maringá, v. 13, n. 2, p. 297-306, abr./jun. 2008. DOI: https://doi.org/10.1590/S1413-73722008000200012. Disponível em: https://www.scielo.br/j/pe/a/vC4Zv8KfMqpnxtcGvpMbXcM/abstract/?lang=pt. Acesso em: 22 de jul. de 2024.
SAVIANI, D. Pedagogia Histórico-Crítica: primeiras aproximações. 10ª ed. Ver. Campinas, São Paulo: Autores Associados, 2008.
SFORNI, M. S. F. Os conceitos científicos na formação do pensamento teórico. In: SFORNI, M. S. F. (Org.) Aprendizagem conceitual e organização do ensino: contribuições da teoria da atividade. Araraquara: JM, 2004. p. 1-13.
SILVA, C. C. da. Coordenação aditiva e adversativa em Libras. Dissertação (Mestrado em Linguística) Programa de Pós-Graduação em Linguística. Universidade de Brasília, Brasília: DF, 2019. Disponível em: https://repositorio.unb.br/bitstream/10482/38419/1/2019_CintiaCaldeiradaSilva.pdf. Acesso em: 08 de mar. 2024.
SILVA, J. P. da. Demonstrações em uma narrativa sinalizada em Libras. Dissertação (Mestrado em Linguística) Programa de Pós-Graduação em Semiótica e Linguística Geral. Universidade de São Paulo, 2014. Disponível em: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8139/tde-07052015-170319/publico/2014_JoaoPauloDaSilva_VCorr.pdf. Acesso em: 12 de mai. 2024.
VYGOTSKI, L. S. El método de investigación reflexológica y psicológica. Revista de Estudos da Educação e Desenvolvimento, Infância e Aprendizagem, n 27-28, 1984, pp. 87-104. Disponível em: https://dialnet.unirioja.es/servlet/articulo?codigo=668447. Acesso em: 14 de mai. 2024.
VYGOTSKI, L. S. A construção do pensamento e da linguagem. Tradução Paulo Bezerra. 2ª ed. - São Paulo: Martins Fontes, 2009.
VOLÓCHINOV, V. A palavra na vida e a palavra na poesia: ensaios, artigos, resenhas e poemas. Organização, tradução, ensaio introdutório e notas de Sheila Grillo e Ekaterina Vólkova Américo. 1ª ed. São Paulo: Editora 34, 2019.
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2025 Dinéia Ghizzo Neto Fellini, Elsa Midori Shimazaki

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:
a) Autores mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença Creative Commons Attribution que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.
b) Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.
c) Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal, desde que através do link da Horizontes) a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado (Veja O Efeito do Acesso Livre).
d) O manuscrito para submissão deve ser acompanhado por uma carta escaneada assinada por todos os autores, informando que o trabalho não foi enviado para nenhum outro periódico e que acatam as normas contidas nas Diretrizes da Horizontes.
