Prática ou práxis?
Mediações para uma concepção de prática educativa transformadora na EJA
DOI:
https://doi.org/10.24933/horizontes.v44i1.2132Palavras-chave:
prática educativa, práxis transformadora, contexto da EJAResumo
O objetivo deste artigo é analisar a concepção de prática educativa no contexto da Educação de Jovens e Adultos (EJA) à luz das mediações histórico-sociais que configuram esse campo, com base na dialética materialista. A partir de pesquisa bibliográfica, a EJA é compreendida como campo tensionado entre determinações institucionais e possibilidades emancipatórias. Argumenta-se que a organização contemporânea do trabalho docente tende a submeter a ação pedagógica nessa modalidade à racionalidade técnico-instrumental, afastando-a da práxis, entendida como unidade entre teoria e prática orientada à transformação social. Conclui-se que tais limites podem ser superados quando a atividade educativa se afirma como mediação histórica e social formadora.
Downloads
Referências
ANTUNES, Caio. A escola do trabalho. Formação humana em Marx. Campinas: Papel Social, 2018.
ARROYO, Miguel. Formar educadores e educadoras de jovens e adultos. In: SOARES, Leôncio José Gomes (org.). Formação de educadores de jovens e adultos. Belo Horizonte: Autêntica, 2006. p. 17-32.
BANDEIRA, Hilda Maria Martins; IBIAPINA, Ivana Maria Lopes de Melo. Prática educativa: entre o essencialismo e a práxis. Revista da FAEEBA - Educação e Contemporaneidade, Salvador, v. 23, n. 42, p. 107-117, 2014. DOI: https://doi.org/10.21879/faeeba2358-0194.2014.v23.n42.p107-117. Disponível em: https://www.revistas.uneb.br/faeeba/article/view/1031. Acesso em: 7 abr. 2026.
BEHRENS, Marilda Aparecida. O paradigma emergente e a prática pedagógica. Petrópolis: Vozes, 2005.
BOURDIEU, Pierre. Sociologia. Organização de Renato Ortiz. São Paulo: Ática, 1993. (Coleção Grandes Cientistas Sociais).
BRASIL. Presidência da República. Lei n.o 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Brasília: Presidência da República, 1996. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9394.htm. Acesso em: 18 jun. 2025.
CARDOSO, Elizângela Andrade Moreira; SILVA, Letícia Andrade; SANTOS, Arlete Ramos dos. Formação, currículo e prática pedagógica: desafios na contemporaneidade. Linguagens, Educação e Sociedade, [S. l.], p. 3-22, 2021. DOI: https://doi.org/10.26694/les.v1i1.7653. Disponível em: https://periodicos.ufpi.br/index.php/lingedusoc/article/view/1139. Acesso em: 7 abr. 2026.
CHARLOT, Bernard. Da relação com o saber: elementos para uma teoria. Porto Alegre: Artmed, 2000.
CONTRERAS, José. A autonomia de professores. São Paulo: Cortez, 2002.
FREIRE, Paulo. Pedagogia do oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987.
FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 2003.
FREIRE, Paulo; SHOR, Ira. Medo e ousadia: o cotidiano do professor. Tradução de Adriana Lopez. Revisão técnica de Lólio Lourenço de Oliveira. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2021.
GADOTTI, Moacir. Educação popular e educação ao longo da vida. Instituto Paulo Freire. 2016. Disponível em: https://acervo.paulofreire.org/items/95df6356-5704-419f-8458-3c60cdb3edd9. Acesso em: 20 jun. 2025.
GAUTHIER, Clermont et al. Por Uma teoria da pedagogia: pesquisas contemporâneas sobre saberes docentes. Ijuí: UNIJUÍ, 1998.
GIROUX, Henry Armand. Os professores como intelectuais: rumo a uma pedagogia crítica da aprendizagem. Porto Alegre: Artes Médicas, 1997.
GRAMSCI, Antonio. Concepção dialética da História. 10. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1995.
HABERMAS, Jürgen. Consciência moral e agir comunicativo. Rio de janeiro: Tempo Brasileiro, 1989.
HADDAD, Sérgio; DI PIERRO, Maria Clara. Escolarização de jovens e adultos. Revista Brasileira de Educação, São Paulo, n. 14, p. 108-130, maio/ago. 2000. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rbedu/a/YK8DJk85m4BrKJqzHTGm8zD/?format=pdf&lang=pt. Acesso em: 2 jun. 2025.
JARDILINO, José Rubens Lima; ARAÚJO, Regina Magna Bonifácio de. Educação de jovens e adultos: sujeitos, saberes e práticas. São Paulo: Cortez, 2014.
KNOWLES, Malcolm Shepherd; HOLTON III, Elwood F.; SWANSON, Richard A. Aprendizagem de resultados: uma abordagem prática para aumentar a efetividade da educação corporativa. Rio de Janeiro: Campus, 2009.
MARX, Karl. Manuscritos econômicos-filosóficos. Tradução, apresentação e notas de Jesus Ranieri. 4. reimp. São Paulo: Boitempo, 2010. (Coleção Marx-Engels).
MARX, Karl. Grundrisse: manuscritos econômicos de 1857-1858; esboço da crítica à economia política. Tradução de Mario Dayer e Nélio Schneider (colaboração de Alice Helga Werner e Rudiger Hoffman). São Paulo: Boitempo; Rio de janeiro: Ed. UFRJ, 2011.
MARX, Karl; ENGELS, Friedrich. A ideologia alemã: teses sobre Feuerbach. São Paulo: Centauro, 2002.
MÉSZÁROS, István. A teoria da alienação em Marx. São Paulo: Boitempo, 2006.
MÉSZÁROS, István. A educação para além do capital. São Paulo: Boitempo, 2008.
MOURA, José Adersino Alves de. A reflexão interativa como base epistemológica de construção da identidade dos mestres do amanhã: fazedores do futuro. In: ABREU, Janaína Marques de; PADILHA, Paulo Roberto. Mestres do amanhã: fazedores do futuro. São Paulo: Instituto de Educação e Direitos Humanos Paulo Freire, 2021. p. 406-416.
MOURA, José Adersino Alves de. Prática docente: o agir comunicativo no ensino policial militar. Parnaíba: Acadêmica Editorial, 2023.
NORONHA, Olinda Maria. Epistemologia, formação de professores e práxis educativa transformadora. Quaestio, Sorocaba, v. 12, p. 5-24, jul. 2010. Disponível em: https://periodicos.uniso.br/quaestio/article/view/176. Acesso em: 3 jul. 2025.
PÉREZ GÓMEZ, Ángel Ignacio. O pensamento prático do professor: a formação do professor como profissional reflexivo. In: NÓVOA, António (org.). Os professores e sua formação. Lisboa: Dom Quixote, 1995. p. 93-114.
PERRENOUD, Philippe. A prática reflexiva no ofício de professor: profissionalização e razão pedagógica. Porto Alegre: Artmed, 2002.
PIMENTA, Selma Garrido. Formação de professores: identidade e saberes da docência. In: PIMENTA, Selma Garrido (org.). Saberes Pedagógicos e Atividade docente. São Paulo: Cortez, 2002. p. 15 -34.
SACRISTÁN, José Gimeno; PÉREZ GÓMEZ, Ángel Ignacio. Compreender e transformar o ensino. Porto Alegre: Artmed, 1998.
SAVIANI, Dermeval. Trabalho e educação: fundamentos ontológicos e históricos. Revista Brasileira de Educação, Rio de Janeiro, v. 12, n. 34, p. 152-180, jan./abr. 2007.
SAVIANI, Dermeval. Sobre a Natureza e especificidade da educação. Germinal: Marxismo e Educação em Debate, Salvador, v. 7, n. 1, p. 286-293, jun. 2015.
SAVIANI, Dermeval. Pedagogia histórico-crítica: quadragésimo ano. Novas aproximações. Campinas: Autores Associados, 2019.
SCHÖN, Donald Alan. Formar professores como profissionais reflexivos. In: NÓVOA, António (org.). Os professores e sua Formação. Lisboa: Dom Quixote, 1995. p. 78-91.
TARDIF, Maurice. Saberes docentes e formação profissional. Petrópolis: Vozes, 2002.
TARDIF, Maurice; LESSARD, Claude; LAHAYE, Louise. Os professores face ao saber: esboço de uma problemática do saber docente. Teoria e Educação, Porto Alegre, v. 1, n. 4, p. 215-233, 1991.
VÁZQUEZ, Adolfo Sánchez. Filosofia da práxis. São Paulo: Expressão Popular, 2011.
VIEIRA PINTO, Álvaro. Sete lições sobre educação de adultos. São Paulo: Cortez, 2010.
VIGOTSKI, Lev Semionovitch. A formação social da mente. Tradução de José Cipola Neto, Luiz Silveira, Menna Barreto e Solange Castro Afeche. 7. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2007.
ZABALA, Antoni. A prática educativa: como ensinar. Porto Alegre: Artmed, 1998.
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 José Adersino Alves de Moura, Neuton Alves de Araújo

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:
a) Autores mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença Creative Commons Attribution que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.
b) Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.
c) Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal, desde que através do link da Horizontes) a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado (Veja O Efeito do Acesso Livre).
d) O manuscrito para submissão deve ser acompanhado por uma carta escaneada assinada por todos os autores, informando que o trabalho não foi enviado para nenhum outro periódico e que acatam as normas contidas nas Diretrizes da Horizontes.

