Análise da implementação de modelo escolar gerencialista pela Secretaria de Estado de Educação do Rio de Janeiro entre 2010 e 2014
DOI:
https://doi.org/10.24933/horizontes.v44i1.2281Palavras-chave:
reforma gerencialista, meritocracia, GIDE, resistência, IdebResumo
Este artigo analisa a implementação de um modelo escolar gerencialista pela Secretaria de Estado de Educação do Rio de Janeiro, durante a gestão de Wilson Risolia, entre 2010 e 2014, com foco na meritocracia e em suas implicações para o trabalho docente. A pesquisa, de abordagem qualitativa, combina revisão bibliográfica e análise documental de fontes oficiais, materiais sindicais e cobertura jornalística. A análise relaciona a reforma fluminense às experiências do Reino Unido e de Nova Iorque, examinando suas bases teóricas, seus mecanismos de gestão e a resistência docente. Estruturada pela metodologia Gestão Integrada da Escola (GIDE), a reforma articulou centralização administrativa, avaliações externas, bonificação por resultados e tentativa de certificação docente, visando à melhoria do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). A análise identifica a intensificação do trabalho docente e a ampliação da responsabilização dos profissionais pelos resultados escolares, acompanhadas de resistência organizada, expressa em três greves do magistério. Embora tenham ocorrido ganhos iniciais no Ideb, a reforma enfrentou dificuldades de adesão e de continuidade. O estudo conclui que a experiência fluminense evidencia os limites de reformas orientadas pela lógica de mercado e impostas sem diálogo com os profissionais da educação, destacando o papel da organização coletiva na contestação dessas políticas.
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