Depois de um período atribulado
análise de prontuários de uma professora e um estudante no Sanatório Pinel (1929 e 1934)
DOI:
https://doi.org/10.24933/horizontes.v44i1.2293Palavras-chave:
História da docência, Sanatório Pinel, prontuários psiquiátricos, Professora, Estudante com deficiênciaResumo
O Sanatório Pinel, uma iniciativa privada do então diretor do Hospital do Juquery, Antonio Carlos Pacheco e Silva (1898-1988), teve como primeira interna uma professora, em dezembro de 1929. Anos depois, em 1934, aparece, na abertura dos prontuários, dentro da categoria profissão uma nova função, a de estudante. O intento deste artigo é realçar convergências e distanciamentos entre os prontuários médicos da primeira professora e do primeiro estudante internados na instituição. A análise dos documentos considerou os conceitos de Erving Goffman sobre instituição total, estigma e carreira, e de Michel Foucault, vontade de saber. Pretende elucidar como tais pressupostos (ou conceitos) podem servir de pistas para a História da Educação no período.
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