Aspectos da inclusão digital na escola pública à luz da defectologia e do mito dos nativos digitais

Autores

DOI:

https://doi.org/10.24933/horizontes.v44i1.2360

Palavras-chave:

inclusão, digital, defectologia, mediação, pedagógica

Resumo

Este artigo analisa a inclusão digital nas escolas públicas, com foco nas condições materiais, estruturais e pedagógicas a partir de uma perspectiva histórico-cultural. Parte-se da compreensão de que a inserção de tecnologias digitais no espaço escolar, quando desvinculada de mediação pedagógica intencional e de condições reais de acesso à tecnologia, tende a reproduzir desigualdades históricas, em vez de promover processos emancipatórios de ensino e aprendizagem. A metodologia da pesquisa é qualitativa, de caráter bibliográfico, fundamentada na análise de produções acadêmicas que discutem educação, tecnologia, mediação pedagógica e desigualdade social, incorporando, também, dados e reflexões produzidas em uma dissertação de mestrado profissional. Conclui-se que a inclusão digital, para além do acesso técnico, deve ser compreendida como um direito educacional mediado por práticas pedagógicas críticas, capazes de promover o letramento digital e a apropriação consciente dos conhecimentos produzidos historicamente pela humanidade, sobretudo em contextos marcados por profundas desigualdades sociais.

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Biografia do Autor

Eliude de Lima Felizindo, UFSCAR-Universidade Federal de São Carlos

Mestra em Educação pelo Mestrado Profissional em Educação da Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR), com participação no grupo de pesquisa GPEFCom: Formação Compartilhada de Professores - Escola e Universidade. Tecnóloga em Sistemas para Internet pela Faculdade de Tecnologia de São Paulo - FATEC (2022). Pós-graduada em História e Cultura no Brasil Contemporâneo pela Universidade Federal de Juiz de Fora (2019), especialista em Atendimento Educacional Especializado para Alunos Surdos pela Faculdade de Educação da Universidade Federal de Uberlândia (2015) e em Ética, Valores e Cidadania na Escola pela Universidade de São Paulo (2014), com aperfeiçoamento em Astronomia para Docentes na mesma instituição. Graduada em Geografia pela Universidade de Franca (2011). Possui experiência na área de Geografia e Robótica, atuando como docente no ensino fundamental e médio, tanto na rede pública estadual quanto municipal.

Maria do Carmo Sousa, Universidade Federal de São Carlos

Professora Titular da Universidade Federal de São Carlos, do Departamento Interdisciplinar de Formação Docente (DIFD/CECH), anteriormente denominado de Departamento de Metodologia de Ensino (DME/CECH). Bolsista produtividade em pesquisa 2 do CNPq. Atua na gestão do Núcleo de Estudos Afro-brasileiros da UFSCar (NEAB/UFSCar). Vice chefe do DIFD/UFSCar (2024-2025). Pós-doutorado pela Faculdade de Educação da USP- FEUSP (2016). Mestre em Educação pela UNICAMP (1999) e Doutora em Educação pela UNICAMP (2004), área de concentração em Educação Matemática. Especialista em Matemática pela UNICAMP (1993). Licenciada em Matemática pela UNISO (1989). Líder do Grupo de Pesquisa Formação Compartilhada de Professores Escola e Universidade (GPEFCom-UFSCar). Membro do Grupo de Estudos e Pesquisas sobre a Atividade Pedagógica (GEPAPE-FEUSP). Possui experiência na área de Educação, com ênfase em Educação Matemática. Desenvolve pesquisa nas seguintes temáticas: Ensino de álgebra, Formação de Professores, Educação Matemática Antirracista, Educação Conceitual, História da Matemática e Educação das relações étnico raciais. Foi chefe do DIFD/UFSCar (2021-2022; 2023-2024), vice-chefe do DIFD/UFSCar (2022-2023), vice-coordenadora do Programa de Pós-Graduação Profissional em Educação (PPGPE - UFSCar), no período de 2019 a 2021. Coordenou o Programa Residência Pedagógica (UFSCar), no período de agosto/2018 a janeiro/2020. Coordenou o Programa de Pós-Graduação Profissional em Educação (PPGPE - UFSCar), nos períodos: 2013 a 2015 e 2017 a 2019. Coordenou o Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID-UFSCar), no período de 2008 a 2014. Coordenou o Programa Observatório da Educação (OBEDUC-UFSCar), no período de 2009 a 2012. Atuou no cargo de professor assistente na UNESP - Presidente Prudente; como docente e supervisora de EAD - Cegesp (UNICAMP) e, na Educação Básica, em escolas públicas e particulares, da cidade de Salto/SP.

Referências

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Publicado

14-09-2026

Como Citar

Felizindo, E. de L., & Sousa, M. do C. (2026). Aspectos da inclusão digital na escola pública à luz da defectologia e do mito dos nativos digitais. Horizontes, 44(1), e023306. https://doi.org/10.24933/horizontes.v44i1.2360