Invisibilidades institucionais

mulheres na extensão universitária (1970–1985)

Autores

DOI:

https://doi.org/10.24933/horizontes.v44i1.2372

Palavras-chave:

extensão universitária, história das mulheres, ditadura militar, educação superior, documentação institucional

Resumo

Neste artigo, analisa-se a atuação das mulheres na extensão universitária da Universidade Federal de Mato Grosso entre 1970 e 1985, com o objetivo de compreender a ausência e a fragmentação documental como elementos que produziram visibilidades e invisibilidades sobre a presença feminina na instituição. O período analisado abrange a criação da Universidade Federal de Mato Grosso e os primeiros anos de institucionalização da extensão universitária, marcado pelo contexto de reorganização universitária e de ditadura militar no Brasil. O estudo ancora-se na Nova História Cultural e articula fontes documentais e depoimentos orais produzidos no âmbito institucional. Os resultados indicam que mulheres integraram o cotidiano da extensão por meio de práticas administrativas, técnicas e comunitárias, embora muitas dessas ações apareçam de modo indireto nos arquivos, em decorrência das práticas históricas de produção e preservação documental.

 

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Biografia do Autor

Sandra Jung de Mattos, Universidade Federal de Mato Grosso - UFMT

Doutora em Educação do Programa de Pós-graduação em Educação (PPGE) da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). Servidora Pública Federal - Técnica Administrativa em Educação - Pedagoga da UFMT. Especialização em Educação do Campo pela Universidade Federal do Paraná e em Libras e Educação Inclusiva pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso. Graduação em Pedagogia, Habilitação em Administração Escolar e Séries Iniciais pela Universidade Estadual do Centro-Oeste do Paraná. Atuou como professora na Faculdade de Ciências Contábeis e Administração do Vale do Juruena - AJES no curso de Pedagogia, professora e coordenadora da Área de Ciências Humanas do Centro de Educação de Jovens e Adultos Alternativo - CEJA e assessora pedagógica da Unidade do Senai Juína. Foi Supervisora de Extensão (2014-2016) e Coordenadora de Extensão da UFMT (2016-2022) e atual coordenadora desde 2024. Atua com ações da extensão universitária e pesquisa as temáticas de Educação Feminina, História das Mulheres, Extensão Universitária, educação superior, ditadura militar, digitalização e preservação de fontes documentais das instituições de ensino básico e superior, na Linha de Pesquisa de Cultura, Memória e Teorias da Educação no Grupo de Pesquisa História da Educação e Memória - GEM do PPGE/UFMT.

Elisabeth Figueiredo de Sá, Universidade Federal de Mato Grosso - UFMT

Doutora em Educação pela Universidade de São Paulo, com estágio de pós-doutorado na Faculdade de Educação da USP e  pós-doutorado na Universidade Federal de Uberlândia e o pós-doutoramento na Universidade de Coimbra. É docente titular do Programa de Pós-graduação em Educação da UFMT Integra a Sociedade Brasileira de História da Educação e a ANPED. Líder do Grupo de Pesquisa História da Educação e Memória - GEM/UFMT. Pesquisadora do Grupo de Pesquisa Educação de Mulheres (UFRN) e do Núcleo Interdisciplinar de Estudos e Pesquisas em História Educação (USP) . Coordena o Centro de Historia e Memória da Educacão (CHME/IE/UFMT). 

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Publicado

12-06-2026

Como Citar

Jung de Mattos, S., & Figueiredo de Sá, E. (2026). Invisibilidades institucionais: mulheres na extensão universitária (1970–1985). Horizontes, 44(1), e023274. https://doi.org/10.24933/horizontes.v44i1.2372

Edição

Seção

Seção Temática- História da Educação: diferentes perspectivas para possíveis contribuições em tempos de novos desafios, novos objetos e novas resistências.