Intelectualidade feminina institucionalizada
docência, gênero e hegemonia na História da Educação
DOI:
https://doi.org/10.24933/horizontes.v44i1.2387Palavras-chave:
História da Educação, intelectualidade feminina, história das mulheres, gênero, hegemoniaResumo
Este artigo analisa a docência feminina como forma de intelectualidade institucionalizada na História da Educação. Partindo do diálogo com o conceito de intelectual orgânico, formulado por Antonio Gramsci, e articulando-o à categoria “gênero”, conforme problematizada por Joan Scott, sustenta-se que a atuação das mulheres no interior das instituições escolares constituiu elemento estrutural na produção de hegemonia e na direção cultural. A partir de revisão bibliográfica e análise histórico-documental, argumenta-se que a feminização do magistério não deve ser compreendida apenas como fenômeno demográfico ou laboral, mas também como processo que possibilitou a emergência de formas específicas de produção cultural exercidas cotidianamente no espaço escolar. Contudo, critérios historicamente masculinizados de reconhecimento intelectual contribuíram para a invisibilização dessas práticas na historiografia educacional. Ao propor a categoria “intelectualidade docente feminina institucional”, o estudo desloca o foco da excepcionalidade individual para a dimensão estrutural da atuação feminina na escola e oferece nova chave interpretativa para a compreensão das relações entre gênero, poder e cultura na História da Educação.
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