Intelectualidade feminina institucionalizada

docência, gênero e hegemonia na História da Educação

Autores

DOI:

https://doi.org/10.24933/horizontes.v44i1.2387

Palavras-chave:

História da Educação, intelectualidade feminina, história das mulheres, gênero, hegemonia

Resumo

Este artigo analisa a docência feminina como forma de intelectualidade institucionalizada na História da Educação. Partindo do diálogo com o conceito de intelectual orgânico, formulado por Antonio Gramsci, e articulando-o à categoria “gênero”, conforme problematizada por Joan Scott, sustenta-se que a atuação das mulheres no interior das instituições escolares constituiu elemento estrutural na produção de hegemonia e na direção cultural. A partir de revisão bibliográfica e análise histórico-documental, argumenta-se que a feminização do magistério não deve ser compreendida apenas como fenômeno demográfico ou laboral, mas também como processo que possibilitou a emergência de formas específicas de produção cultural exercidas cotidianamente no espaço escolar. Contudo, critérios historicamente masculinizados de reconhecimento intelectual contribuíram para a invisibilização dessas práticas na historiografia educacional. Ao propor a categoria “intelectualidade docente feminina institucional”, o estudo desloca o foco da excepcionalidade individual para a dimensão estrutural da atuação feminina na escola e oferece nova chave interpretativa para a compreensão das relações entre gênero, poder e cultura na História da Educação.

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Biografia do Autor

Adriane Barbosa de Almeida, Universidade Federal do Pará - UFPA

Doutoranda em Educação pelo Programa de Pós-Graduação em Currículo e Gestão da Escola Básica na Universidade Federal do Pará (PPEB/UFPA). Professora de Educação Especial na Escola de Aplicação da Universidade Federal do Pará (EAUFPA). 

Livia Sousa da Silva, Universidade Federal do Pará - UFPA

Doutora em Ciências Sociais Sociologia, pela Universidade Federal do Pará (UFPA) com Pós-Doc. em Educação pelo Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGED/UFPA). Coordenadora do Laboratório de Estudos e Pesquisas Interdisciplinares sobre História da Educação e Formação de Professores - LABINVE. Atualmente, Professora Adjunta C- II no Instituto de Ciências da Educação da Universidade Federal do Pará - UFPA, Faculdade de Educação. Docente permanente do Programa de Pós-Graduação em Educação Básica - PPEB (UFPA) - Linha de Pesquisa História da Educação Básica. Coordenação da Linha de História da Educação - PPEB (UFPA). Membro da Sociedade Brasileira de História da Educação (SBHE); da Associação nacional de História (ANPUH); e do The International Standing Conference for the History of Education (ISCHE).

Clarice Nascimento de Melo, Universidade Federal do Pará - UFPA

 Doutora pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Realizou Estágio Doutoral na Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias, em Lisboa e pós- doutorado em Educação pela Universidade Federal do Paraná (2021). Professora Associada da Universidade Federal do Pará, no Programa de Pós-Graduação em Currículo e Gestão da Escola Básica - PPEB. É Diretora Adjunta do Núcleo de Estudos Transdisciplinares em Educação Básica (NEB). 

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Publicado

07-08-2026

Como Citar

Almeida, A. B. de, Silva, L. S. da, & Melo, C. N. de. (2026). Intelectualidade feminina institucionalizada: docência, gênero e hegemonia na História da Educação. Horizontes, 44(1), e023299. https://doi.org/10.24933/horizontes.v44i1.2387

Edição

Seção

Seção Temática- História da Educação: diferentes perspectivas para possíveis contribuições em tempos de novos desafios, novos objetos e novas resistências.