Brazilian cinema as a source in the History of Education
representations of school cultures in the film Menino de Engenho (1965)
DOI:
https://doi.org/10.24933/horizontes.v44i1.2221Keywords:
cinema, History of Education, school culture, representationsAbstract
This paper discusses the use of Brazilian cinema as a source for the History of School Education, considering its historical, cultural and pedagogical value. Based on an analysis of a sequence from the film Menino de Engenho (1965), it investigates how the school is represented in a rural context, amidst authoritarian pedagogical practices, disciplinary violence and socio-racial inequality. The analysis, focused on the context of the film`s production, in the 1960s, articulates the technical-aesthetic and representational decoding of the sequence, revealing cinema as a means of social criticism and historical reflection, especially during the period of the military dictatorship and technocratic pedagogy. The study highlights cinema as a historical source, contributing to the understanding of school cultures as symbolic and social phenomena.
Downloads
References
ARAGÃO, Milena; FREITAS, Anamaria Gonçalves Bueno de. Práticas de castigos escolares: enlaces históricos entre normas e cotidiano. Conjectura, v. 17, n. 2, p. 17-36, maio/ago. 2012. Disponível em: https://ri.ufs.br/bitstream/riufs/1058/1/PraticasDesCastigosEscolares.pdf. Acesso em: 07 abr. 2025.
BALLERINI, Franthiesco. História do cinema mundial. São Paulo: Summus, 2020.
BARROS, José D’Assunção. Cinema e história: entre expressões e representações. In: NÓVOA, Jorge; BARROS, José D’Assunção (Org.) Cinema – História: teoria e representações sociais no cinema. Rio de Janeiro: Apicuri, 2012. p. 55-106.
CARVALHO, Maria do Socorro. Cinema Novo brasileiro. In: MASCARELLO, Fernando (Org.). História do cinema mundial. Campinas: Papirus, 2006. p. 289-310.
CHARTIER, Roger. A história cultural: entre práticas e representações. Tradução de Maria Manuela Galhardo. Lisboa: Difel, 2000.
FÁVERO, Maria de Lourdes de Albuquerque. O pesquisador e o desafio das fontes. In: MENDONÇA, Ana Waleska Campos et al. (Org.). História da Educação: desafios teóricos e empíricos. Niterói: UFF, 2009. p. 11-123.
FERNANDES, Florestan. A integração do negro na sociedade de classes. São Paulo: Globo, 2008.
JULLIER, Laurent; MARIE, Michel. Lendo as imagens do cinema. Tradução de Magda Lopes. São Paulo: Editora Senac São Paulo, 2009.
LAGNY, Michèle. O cinema como fonte da História. In: NÓVOA, Jorge; FRESSATO, Soleni B.; FEIGELSON, Kristian (Org.). Cinematógrafo: um olhar sobre a História. Salvador: EDUFBA; São Paulo: Ed. da UNESP, 2009. p. 99-132.
MENINO de Engenho. Direção: Walter Lima Jr. Produção: Mapa Filmes. Distribuição: Difilm. Branco e preto. Brasil, 1965. In: PEREIRA, Iverson [Youtube], 2013. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=S4qJ6fM90DM&t=455s. Acesso em: 07 abr. 2025.
NAPOLITANO, Marcos. A história depois do papel. In: PINSKY, Carla Bassanezi (Org.). Fontes históricas. São Paulo: Contexto, 2010. p. 235-287.
NOMA, Amélia Kimino. A pesquisa histórica em Educação com fontes audiovisuais. In: SCHELBAUER, Analete Regina; LOMBARDI, José Claudinei; MACHADO, Maria Cristina (Org.). Educação em debate: perspectivas, abordagens e historiografia. Campinas: Autores Associados, 2006. p. 257-275.
ORLANDO, Evelyn de Almeida. Biografia e cinema na História da Educação: aspectos da profissão docente no filme São João Batista de La Salle: padroeiro dos professores. Acta Scientiarum. Education (Online), v. 40, p. 41993-1- 10, 2018. Disponível em: https://periodicos.uem.br/ojs/index.php/ActaSciEduc/article/view/41993/751375138385. Acesso em: 07 abr. 2025.
RODRIGUES, Chris. O cinema e a produção. Rio de Janeiro: Lamparina, 2007.
SAVIANI, Dermeval. História das ideias pedagógicas no Brasil. Campinas: Autores Associados, 2013.
SCHMIDT, Maria Auxiliadora; CAINELLI, Marlene. Ensinar História. São Paulo: Scipione, 2004.
SILVA NETO, Antônio Leão da. Dicionário de filmes brasileiros. São Paulo: A. L. Silva Neto, 2002.
SORLIN, Pierre. Sociología del cine: la apertura para la historia del mañana. Tradução de Juan José Utrilla. México: Fondo de Cultura Econômica, 1985.
SOUZA, Cynthia Pereira (Org.) História da educação: processos, práticas e saberes. São Paulo: Escrituras, 1998.
VARGAS, Cláudia Regina; SANTOS, Carlos Marcelo Gonzaga. Autoritarismo e educação no Brasil: as reformas educacionais na ditadura civil-militar (1964-1974). Itinerarius Reflectionis, v. 1, n. 12, p. 1-11, 2012. Disponível em: https://revistas.ufj.edu.br/rir/article/view/20381. Acesso em: 07 abr. 2026.
VIÑAO FRAGO, Antonio. Historia de la educación y historia cultural: posibilidades, problemas, cuetiones. Revista Brasileira de Educação, Rio de Janeiro, n. 00, p. 63-82, set/dez. 1995.
VIÑAO FRAGO, Antonio. Sistemas educativos, culturas escolares y reformas: continuidades y câmbios. Madrid: Morata, 2002.
YASHINISHI, BRUNO. José. Filmes nacionais como fontes primárias em história da educação brasileira: aspectos teórico-metodológicos. III CONGRESSO NACIONAL DE PESQUISAS, ESTRATÉGIAS E RECURSOS EDUCACIONAIS, 2024, Online. Anais [...]. São José do Rio Preto - SP: Reconecta Soluções Educacionais, 2024. v. 1. p. 137-142.
YASHINISHI, Bruno José; HONORATO, Tony. Funções educativas dos gêneros cinematográficos: costumes, sensibilidades e representações. Quaestio - Revista de Estudos em Educação, Sorocaba, SP, v. 26, p. e024029, 2024. DOI: https://doi.org/10.22483/2177-5796.2024v26id5339. Disponível em: https://uniso.emnuvens.com.br/quaestio/article/view/5339. Acesso em: 07 abr. 2026.
Published
How to Cite
Issue
Section
License
Copyright (c) 2026 Bruno José Yashinishi, Tony Honorato

This work is licensed under a Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:
a) Autores mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença Creative Commons Attribution que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.
b) Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.
c) Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal, desde que através do link da Horizontes) a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado (Veja O Efeito do Acesso Livre).
d) O manuscrito para submissão deve ser acompanhado por uma carta escaneada assinada por todos os autores, informando que o trabalho não foi enviado para nenhum outro periódico e que acatam as normas contidas nas Diretrizes da Horizontes.

