As políticas educacionais prescritas e as realizadas

quando os órgãos gestores transgridem

Autores

DOI:

https://doi.org/10.24933/horizontes.v44i1.2174

Palavras-chave:

educação integral, política educacional, burocracia

Resumo

A discrepância entre objetivos e resultados de políticas educacionais já foi muitas vezes apontada. Resultados negativos podem ser atribuídos à discricionariedade, tanto de profissionais que prestam diretamente serviços escolares quanto de burocratas de níveis intermediário e superior da administração. Eles podem se sobrepor aos seus subordinados, mesclando seu poder burocrático a formatos patrimonialistas, particularmente o clientelismo, em lugar da racionalidade administrativa e da eficácia pedagógica. Este texto descreve o caso de uma escola municipal que procura executar a educação integral determinada por lei, mostra como o poder Executivo usurpa a tarefa do Legislativo e contraria a política educacional, ao tolher a discricionariedade de profissionais da escola.

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Biografia do Autor

Elie Ghanem, Universidade de São Paulo - USP

Doutorado em Educação na Universidade de São Paulo, USP. Professor na Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo. Grupo de pesquisa Ceunir-Centro Universitário de Investigações em Inovação, Reforma e Mudança Educacional.

Natacha Gonçalves da Costa, Associação Cidade Escola Aprendiz

É mestre em Educação pela Faculdade de Educação da USP e psicóloga formada e licenciada pela Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP). Diretora geral da Escola Vera Cruz e do Instituto Vera Cruz.  

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Publicado

06-06-2026

Como Citar

Guimaraes Ghanem Junior, E. G., & Costa, N. G. da. (2026). As políticas educacionais prescritas e as realizadas: quando os órgãos gestores transgridem. Horizontes, 44(1), e023270. https://doi.org/10.24933/horizontes.v44i1.2174