As políticas educacionais prescritas e as realizadas
quando os órgãos gestores transgridem
DOI:
https://doi.org/10.24933/horizontes.v44i1.2174Palavras-chave:
educação integral, política educacional, burocraciaResumo
A discrepância entre objetivos e resultados de políticas educacionais já foi muitas vezes apontada. Resultados negativos podem ser atribuídos à discricionariedade, tanto de profissionais que prestam diretamente serviços escolares quanto de burocratas de níveis intermediário e superior da administração. Eles podem se sobrepor aos seus subordinados, mesclando seu poder burocrático a formatos patrimonialistas, particularmente o clientelismo, em lugar da racionalidade administrativa e da eficácia pedagógica. Este texto descreve o caso de uma escola municipal que procura executar a educação integral determinada por lei, mostra como o poder Executivo usurpa a tarefa do Legislativo e contraria a política educacional, ao tolher a discricionariedade de profissionais da escola.
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